| A Cigarra : uma trajetória de metamorfoses - Jurema Barreto de Souza |
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A Cigarra surgiu em maio de 1982 na Faculdade de Letras na Fundação Santo André, editada por Jurema Barreto de Souza e Terezinha Sávio, que participou até o nº 8, veiculando notícias literárias e poemas, denominada Jornal Literário, com as características de um fanzine. Foram lançados dois números pelo sistema mimeográfico a álcool, tamanho ofício. A partir do terceiro número, passou a ser utilizado o sistema xerox, o quarto número sai com formato meio ofício, que permaneceu até o nº 18. Em 1994, foram convidados o poeta e artista gráfico Zhô Bertholini e o artista plástico e designer gráfico João Antônio da Silva Sampaio, para co-editores. O sistema de edição passa para off-set em 1995 e de Jornal Literário Alternativo para Revista. Em l997, muda o seu aspecto visual e conteudístico, passando a ser impressa em duas cores, amplia o número de páginas, publicando também ensaios, crítica literária, traduções, sempre aberta às várias tendências artísticas, principalmente poéticas, sem privilegiar escolas ou cânones estéticos. A partir do número 19, passa a utilizar nas capas trabalhos de artistas plásticos/graficos, incluindo seus próprios editores. Em 2000, comemora seus 18 anos, com a Revista nº 35, capa quatro cores. A Cigarra tem buscado a qualidade e contemporaneidade, linguagens singulares. Não obedece periodicidade, conta com apoio financeiro através de anúncios, da venda mão-a-mão e de recursos próprios dos seus editores, procurando adaptar-se às condições existente e criando outras tantas que propiciem a continuidade do projeto.
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