
Com
sua temática erótica e intimista, Olga
Savary foi a primeira mulher no Brasil a lançar um livro inteiro de
poesia erótica; Magma, (1982). Não só poeta, como prefere ser chamada, mas
também ficcionista, ensaísta, tradutora e jornalista, ela nasceu em Belém
– PA, residindo atualmente no Rio de Janeiro. Estreou em 1970, com Espelho
Provisório (poesia), recebeu vários prêmios literários, nacionais e internacionais.
Recentemente publicou, Repertório Selvagem – obra reunida com 12 livros
de poesia, (1998), O Olhar Dourado do Abismo – contos – (2001), Berço Esplêndido
– poesia – (2001) e Poesia do Grão Pará – antologia poética – (2001). Em
sua poética, é marcante a presença de uma mulher que vive intensamente o
momento presente, o ato e suas sensações físicas, ao nomear o amado “homem”
ou “macho”, em tom narrativo, sem comedimento algum em expor seus desejos,
suas paixões. Savary apresenta claramente o amor e suas contradições; a
dualidade amor / aniquilação batailleana. Nesta entrevista, ela fala sobre
poesia, vida e morte.
Entrevista com Olga Savary: concedida à Claudia Pastore - doutoranda
em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, pela Universidade
de São Paulo.
- Claudia Pastore:
Como sabemos, você foi a primeira mulher a escrever um livro todo sobre
temática erótica no Brasil, com a publicação de "Magma", em 1982. Você acha
que a relação homem x mulher mudou muito de lá para cá?
- Olga Savary:
Eu percebo que, de muitos anos
para cá, não sei quanto tempo, desde que começou a liberação da mulher,
que as relações estão muito complicadas porque, no fim não há muito diálogo.
Posso estar sendo um pouco radical, mas acho que às vezes não há diálogo.
O que há são dois monólogos e isso eu jogo muito em cima dos meus contos:
são mulheres que estão falando sozinhas e os homens também. Um pouco antes
de 82, um pouco depois, nessa época, a coisa se exacerbou.
- Cláudia Pastore:
Você acha que até hoje é assim?
- Olga Savary:
A gente tenta que não seja assim,
porque acho muito ruim, tanto para a mulher, quanto para o homem, ficar
nessa situação de dois monólogos que tentam dialogar. Um grande desencontro.
É claro que há exceções, mas, a grosso modo, é muito difícil uma relação
homem x mulher. Os homens têm medo da liberação das mulheres; as mulheres
não têm mais a mesma paciência, pois já sofreram o diabo durante milênios,
(tem aquela coisa que se brinca, como é? tolerância zero). Eu sou muito
paciente, sou uma gueixa se souberem me tratar bem, mas já encerrei minha
carreira, já tem uns nove anos, não quero mais saber de perda de tempo com
isso.
- Cláudia Pastore:
De acordo com Bataille, o erotismo é um fenômeno, um sentir unicamente humano,
não animal. Porém, em seus poemas, o erótico possui muito de "animalidade"
- você fala de fera, animal, King Kong... Como você explica isso?
- Olga Savary:
Explico através da minha enorme
ironia, (sou muito irônica). Acho que às vezes fica muito claro no texto
e às vezes não. Agora, acho o seguinte: tenho muito orgulho em dizer que
eu sou um belo animal. Belo não no sentido de beleza, mas um verdadeiro
animal, (é verdade, nós somos animais antes de tudo), antes de a gente ser
um ser pensante, um ser erótico. E dizem que os animais não têm erotismo...
Eu gosto muito de ver filmes sobre animais, porque acho que eu aprendo muito
sobre mim mesma, sobre o ser humano. Acho que a gente está no mundo, também,
para se aprimorar, aprender, apreender.
Eu não descarto essa possibilidade de ser um animal, eu acho ótimo, eu gosto.
O que eu acho que o animal, talvez, não tenha, que eu observo muito, é o
senso de humor..., mas também têm, eles têm uma certa malícia que é bem
humana.
Certa vez eu estava montada num cavalo, (eu sou uma desgraça para cavalo)
e ele percebeu que eu não sabia montar e deve ter pensado: "espera aí que
eu vou fazer uma com essa daí...", então ele não andou comigo, não obedeceu,
e eu não gosto de chicotear, nem animal, nem gente, nem ninguém. E muita
mulher chicoteia até homens. Não estou nessa. Então o cavalo, quando resolveu,
deve ter pensado: "olha, essa daí não sabe nada, eu vou é voltar para a
cocheira." Ele voltou para a cocheira, e eu montada, e ele ia fazer eu dar
uma testada na entrada da cocheira, eu ia cair, podendo até morrer! Isso
ele fez de malícia, de picardia, pensando: "eu vou fazer essa aí cair de
cima de mim e vou destroçar ela." O que foi que eu fiz? Tinha uma trave
de madeira e, quando ele entrou, eu segurei e fiquei pendurada no ar - e
era alto á bessa! Aí ele olhou para trás: "mas que mulher danada..." Então
eu penso que cavalo também tem um senso de humor terrível!
Agora eu não descarto a palavra animal, brinco com a estória do King Kong
porque foi uma brincadeira que eu fiz com um grande amado: eu o chamava
de King Kong, até porque é a coisa de um amor impossível.
Eu fiz um conto sobre essa relação e ele leu, viu escrito King Kong e disse:
"isso não combina com você!", porque achava que eu era muito doce, ingênua...
Daí eu não disse nada, fiquei muda e pensei: "mas eu não estou falando de
mim, eu estou falando de você" - só que eu não disse nada, rindo por dentro,
na minha ironia.
Ele não era uma fera doce, pelo contrário. No amor, para mim, tem que existir
alegria. Não tenho a menor vocação para o sofrimento.
- Cláudia Pastore:
"Não se pode viver sem desejar". É um verso de Marly de Oliveira. O que
dizer sobre isso?
- Olga Savary:
É verdade, acho que quando você
está vivo, você deseja sempre. Eu, felizmente, cada vez desejo menos. Por
exemplo; eu desejo coisas violentamente difíceis e complicadas, como trabalho,
eu quero fazer cada vez mais e da melhor maneira possível. Não quero ser
melhor do que ninguém, só quero sempre amanhã ser melhor do que eu fui hoje.
Não sei se ela está dizendo desejar no sentido de desejo erótico. Penso
que é o desejar desejar, seja o que for. O fato de se desejar, por exemplo,
se aprimorar, (e essa é a minha grande preocupação), eu quero é ter mais
compaixão pelo meu semelhante amanhã... Não estou querendo ser tolereante
demais, porém é uma questão de evolução.
Para mim, a coisa mais importante na vida é a bondade, mais do que a inteligência,
porque uma pessoa inteligente, que seja perversa, para mim é zero. Duas
coisas são fundamentais no ser humano: caráter e bondade. Por exemplo, isso
eu encontrei em Bruno Savary. Tive o privilégio de ser filha de um homem
que foi a melhor pessoa que eu vi na minha vida. Ele me ensinou muita coisa
boa, moldou-me para o bem.
Outra pessoa que foi um pouco meu guru foi Benedito Nunes, meu professor
de Filosofia e Francisco Paulo Mendes, meu melhor professor de Português.
Bashô, que eu não conheci, porque viveu há trezentos e tantos anos atrás,
o monge japonês, o pai do haikai. Esses são os meus amados máximos!
Dostoievski, porque é meu escritor primeiro, primeiro, primeiro. É o meu
amado primeiro, descoberto nos meus dez anos de idade. E eu acho que Dostoievski
me encantava pela compaixão. De uma inteligência fulgurante e escreveu os
melhores romances de todos os tempos. Ele ia tão fundo que é uma coisa impressionante,
algo que temos aqui com Clarice Lispector. Que também entrou fundo na alma
humana. Coisa de russo, pois ambos eram tão próximos do sentir brasileiro.
Nós temos grandes escritores brasileiros, mas ainda tem que acontecer o
grande "boom" do Brasil. Nós temos escritores extraordinários, que ainda
não foram descobertos. Não na medida que eles merecem. Saramago merece,
porém acho que ele mesmo declarou que o primeiro Prêmio Nobel para língua
portuguesa devia ter ido para o poeta Carlos Drummond de Andrade. Concordo.
- Cláudia Pastore:
Será que a poeta, possui, implicitamente, em sua produção erótica um "grito
literário", ou seja, ela tenta - nem que inconscientemente - reafirmar sua
posição social enquanto ser que sente, que quer o prazer, que este lhe caiba
naturalmente? Você vê diferenças entre a voz poética feminina e a voz poética
masculina na temática erótica?
- Olga Savary:
Eu acredito que a mulher tenha
mais coragem de se julgar. Por exemplo: Drummond quando estava vivo, tinha
poesias eróticas que ele me disse terem sido escritas em 1940 e que ele
só foi ter coragem de jogar em livro, publicar, quando ele estava perto
de morrer, porque ele disse que envolviam outras pessoas, ia machucar pessoas,
porque evidentemente ele não tinha escrito aqueles poemas eróticos para
a pessoa com quem ele convivia. Isso até tem que ser dito de uma maneira
muito delicada...
A mulher, a poeta, grita literariamente porque ela ficou amordaçada muitos
anos. Não deram voz e vez à mulher, então era preciso às vezes o grito,
talvez uma poesia mais violenta, (violenta no sentido reivindicatório).
Mulher tem essa necessidade tão grande de colocar para fora isso, que durante
anos ela não pode colocar, porque teve de permanecer calada. Há poesia feminina
forte, até viril, assim como poesia masculina delicada. depende de tônus
poético e não de sexo.
- Cláudia Pastore:
Você acha que ela se expressa de uma maneira um pouco pesada?
- Olga Savary:
Pesada não, um pouco exacerbada,
de uma maneira às vezes um pouco violenta. Considero que meu texto, às vezes,
é muito violento. Ele não é ingênuo.
- Cláudia Pastore:
Ele não tem a preocupação de ser sutil.
- Olga Savary:
Ele é sutil porque não cai no
pornográfico e não cai no explícito. Nesse ponto ele é sutil mas, por outro
lado, ele é muito violento. Violento no bom sentido, que não tem medo de
dizer, e diz tudo. Tem certos textos meus que alguns homens não gostam.
Mas tem outros que dizem: "muito obrigado por você homenagear o homem."
Uma coisa curiosa: em junho de 1989, eu estava na Casa Mário de Andrade,
Museu de Literatura, Oficina da Palavra, na Barra Funda, e foi uma emoção
inteira, porque eu não conheci Mário de Andrade, quando ele morreu eu não
tinha dez anos. A Casa Mário de Andrade prestou uma homenagem a mim, com
declamações de poemas, depoimentos gravados, "sumi-ê", pintados por uma
artista carioca e palestras, durante quinze dias. A Profa. Marleine Paula
participou também. Nessa ocasião, participei do Programa de Jô Soares. Um
homem, ao lado de sua mulher, agradeceu-me por homenagear a figura do homem
em meu texto. Apesar de ser violenta às vezes, eu também homenageio o homem.
Quero dizer, eu mordo e assopro. Violenta no sentido de nomear pele,
dizendo couro, por exemplo. Todo erotismo toca a coisa mística,
como a serpente que morde a própria cauda - a uroboro. Misticismo e erotismo
são, no fim, faces da mesma moeda, coisas que se tocam e que formam um círculo.
E também aquilo sempre digo em depoimentos, entrevistas, etc, que erotismo
é o sublime, o divino no ser humano, porque faz um triângulo: mulher - homem
- Deus.
- Cláudia Pastore:
Como se processa, em sua poética, esta forte relação com a natureza, com
a Terra, com o Brasil, juntamente com a temática erótica? Como a natureza
interage com o elemento erótico?
- Olga Savary:
Isso começou desde cedo. Eu sou
de uma região exuberantíssima pela qual eu sou loucamente apaixonada - a
Região Amazônica - eu sou de Belém do Pará, onde nasci em 1933, em maio.
Sou uma geminiana muito inquieta, muito apaixonada... Dizem que o geminiano
é muito mental.
A natureza, para mim, é uma fonte inesgotável e, se nós não olharmos em
torno, vamos olhar para onde? Então eu acho que o fato de eu ter nascido
neste local, nessa região tão exuberante onde a natureza parece que invade
tudo - o clima quente, o sangue quente...
No mais, eu herdei essa coisa índia, indígena, tupi de Belém do Pará. E
é fantástico porque isso é a origem da minha alegria.Acho que tenho essa
observação da natureza por ser desta região. Eu sou uma mulher tropical,
sou uma mulher de sangue quente, uma amazônida.
- Cláudia Pastore:
Você diferencia isso, vamos supor, de uma mulher européia?
- Olga Savary:
Com certeza, eu tenho muito mais
paixão para mostrar num texto, do que, por exemplo, uma mulher européia,
digamos, uma finlandesa, uma norueguesa...
- Cláudia Pastore:
Notamos claramente, a partir de outras entrevistas, que você diferencia
o Oriente do Ocidente, suas raízes, seus valores, expressos, em sua poesia;
ora pelo tupi, pelo indígena, ora pelos haicais, pelo amarelo. Portanto,
como você vê a relação do homem com Deus entre esses dois mundos?
- Olga Savary:
Eu sempre tive muita paixão pelo
Oriente, porque o irmão mais velho da minha mãe era um apaixonado pela cultura
japonesa, e foi na biblioteca dele, com nove para dez anos de idade, que
eu comecei a tomar informação sobre o "haikai" e comecei a escrever "haikais",
que é forma mais curta de poesia que existe. Eu sempre me senti muito atraída
pelo Oriente, por causa, provavelmente, do tio Lourival de Almeida, que
era jornalista e que eu aprendi na biblioteca dele.
A respeito do tupi, quando eu estive no meio dos índios em 1977, eu ouvi
a linguagem dos tapirapés e dos carajás, eles falavam a língua deles e você
tinha a impressão que eles falavam o japonês.
Então Oriente sempre foi para mim algo muito presente na minha vida.
Tudo o que eu falo na minha poesia, em tupi, é por que minha bisavó era
índia.
- Cláudia Pastore:
Se, para você, erotismo é vida; então, o que é a morte?
- Olga Savary:
Eu reparei que eu nunca falava
muito em morte, no início da minha produção, não que eu negasse, mas eu
sou muito ligada à vida. Eu tenho muitos poemas com o título "vida", eu
sou uma apaixonada pela vida, embora eu ache que a vida é muito madrasta,
muito terrível, mas também dá muito prazer - a gente tem que saber tirar...
Agora, curiosamente eu falo muito em morte nos poemas eróticos porque os
franceses usavam aquela expressão para o orgasmo; "pequena morte" - eu tenho
até um livro que eu vou lançar com três novelas com esse título: "Pequenas
Mortes". Então eu acho que erotismo é vida e morte, é um pouco morrer quando
você tem um ...
Embora eu seja católica, eu não sigo religião nenhuma porque eu vejo claramente
o que está por trás de tudo, ou seja, poder / dinheiro, poder / dominação.
Enfim, eu acho que morte, para mim, seria como um grande orgasmo. Eu não
tenho medo, acho que é inevitável.
- Cláudia Pastore:
Você acha que o exercício da tradução repercutiu em seu fazer poético?
- Olga Savary:
Eu sempre fui movida a desafios,
sempre achei que desafio, para mim, é fundamental. Eu quero me superar e
quero estar sempre aceitando os desafios que eu mesma me imponho. Então
eu acho que traduzir, para mim, é fundamental no sentido de exercer uma
humildade e também porque eu venço desafios que me são apresentados.
Eu traduzi muito do espanhol, mais de 40 livros, desses principais hispano-americanos;
Cortázar, Borges, Lorca. Só de Pablo Neruda eu traduzi 10 livros, (poesia,
teatro, memórias). Enfim, as indicações estão todas no meu currículo. Até
um livro de memórias do Che Guevara eu traduzi.
Enfim, a tradução para mim, não me influenciou poeticamente mas me deu muito,
digamos, traquejo com relação ao texto do outro escritor.
- Cláudia Pastore:
Com relação à criação, como se dá o fazer poético e o fazer em prosa, ou
seja, existe diferença entre escrever um conto e escrever um poema?
- Olga Savary:
Eu sempre disse que nunca escreveria
um romance mas eu escrevi uma novela que está para sair.
Eu acho que a prosa está mais ligada com o dia-a-dia, você está mais perto
do chão, e o fazer poético é como se você estivesse num disco voador, e
vendo tudo numa amplitude maior, por causa da imagem. O texto poético, eu
acho, que ele transcende mais.
O conto seria eu andando na rua e poema seria se eu estivesse num disco
voador.
- Cláudia Pastore:
Sabemos que você nutre grande admiração pelo filósofo Benedito Nunes, que
foi seu professor. Você possui outros mentores intelectuais que gostaria
de nos falar?
- Olga Savary:
Benedito Nunes foi meu professor
de Filosofia no Colégio Moderno, no Pará e ele foi muito importante para
mim, pois ele foi considerado um dos nossos maiores críticos literários
e é uma pessoa muito incentivadora. O primeiro prêmio literário que eu ganhei
na vida foi dado pelo Benedito Nunes e pelo meu professor de Português,
Francisco Paulo Mendes, que também foi uma pessoa muito importante na minha
vida.O poeta Rui Barata, do curso Clássico, de antigamente. Então, esses
foram os meus grandes mentores. Depois o Drummond, que ficou meu amigo e
que nós descobrimos, mais tarde, que éramos primos.
- Cláudia Pastore:
Com relação a futuros projetos ou em andamento, o que tem a nos dizer?
- Olga Savary:
Eu tenho muita coisa em andamento;
muitos livros de poesia para serem publicados, outro livro de contos, o
terceiro, a novela, que eu já falei, que ironicamente é chamada "Paraíso",
embora de paraíso, no final não tenha nada e quatro livros de ensaio e crítica
- esses são os livros pessoais. Agora, eu estou organizando várias antologias;
uma sobre a Terra do Brasil, a outra; "Mar do Brasil", a outra de Haicais
Brasileiros, a outra é "Contos da Pará" e muitos outros projetos e reeditar
o "Carne Viva", que é aquela 1a. Antologia de Contos Eróticos. E um livro
sobre Drummond, seria um ensaio poético, um projeto de um livro (poesia)
em Portugal e também o "Eugeniana", que é uma homenagem ao poeta português
Eugênio de Andrade, que em 2003 vai fazer 80 anos.
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Claudia Pastore é doutoranda da Universidade
de São Paulo e prepara tese sobre O EROTISMO NA PRODUÇÃO POÉTICA DE PAULA
TAVARES E OLGA SAVARY no departamento de Estudos Comparados de Literaturas
de Língua Portuguesa da Faculdade de Letras.
Além de pesquisadora é professora universitária e também escritora, tendo
lançado e organizado a antologia poética QUEM SENTE SOMOS NÓS, pela
Scortecci, editora de São Paulo.