| Thiago de Mello |
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Thiago de Mello nasceu em Bom-Socorro, Amazonas,
quase na fronteira do Pará, em 1926.
“Não fui profetizado. Aconteci.” Estreou aos 25 anos
com o livro de poemas Silêncio
e Palavra. Rapidamente reconhecido, começou a participar do
círculo dos intelectuais da época, convivendo com Carlos
Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Adido Cultural da
Embaixada do Brasil no Chile, nos anos 60, teve longa amizade
com Pablo Neruda. O golpe de 64 no Brasil decretou seu exílio.
Na via-crucis aérea: Argentina, Portugal, França e Alemanha. Só
em 78 voltou ao país, tendo sua obra poética, publicada pela
Civilização Brasileira e exaltada como denúncia contra a
opressão. Faz Escuro mas
eu Canto firmou sua vocação humanista. “Não, não tenho
caminho novo./ O que tenho de novo/ é o jeito de caminhar.”
Sua obra mais polêmica é
Os Estatutos do Homem, direitos e deveres líricos, peça
antológica que corre o mundo em sucessivas edições
estrangeiras. Da sua bibliografia constam, ainda, A Canção do Amor Armado, Mormaço
na Floresta, Num Campo
de Margaridas, De uma Vez por Todas e
Campo de Milagres. Tradutor, é responsável por versões
para a língua portuguesa de T.S. Eliot, Ernesto Cardenal, Cesar
Vallejo, Nicolás Guillén, Eliseo Diego e Pablo Neruda.
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