| Jaime Vaz Brasil ( sobre livros editados ) |
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Aqui temos um escritor que trabalha o duro ofício da palavra com a
sabedoria do verdadeiro e grande poeta. Em Caderno dos Espelhos temos
um poeta lúcido, forte e singular, dono de uma linguagem própria que
inscreve de maneira luminosa Jaime Vaz Brasil no concerto da nova
poesia brasileira. Luiz de Miranda
A palavra em seu exato lugar, a metáfora com energia e função,a
seta ao alvo atravessando o vento. E, de repente, na carne do poema, o
sangue do telúrico que pôs aldeias de Tolstoi no universo poético
de Lorca. Apparício Silva Rillo
“Um
livro absolutamente fantástico.
O próprio Borges se orgulha.” “Um
dos livros mais deliciosos que o Rio Grande do Sul publicou nas últimas
décadas.” “Jaime
Vaz Brasil é uma das melhores notícias da literatura gaúcha.” “Um
dos melhores livros em verso da história lirária do Rio Grande do
Sul.”
Jaime Vaz Brasil é desses poetas que tem o dom de remeter-nos a um espaço e a um tempo de mistérios e luzes. Desvelando o que era oculto, iluminando as sombras do inconsciente, ele desempenha a função mágica da poesia. Neste livro, em particular, vemos o quanto o sentimento amoroso pode ultrapassar a metáfora e insinuar-se como algo palpável (e desejável). Trabalhando com tantas ambigüidades que o jogo erótico pode proporcionar, Jaime obtém aquela necessária adesão do leitor, que se sente atraído pelo fluxo e refluxo dos contatos humanos: aqui estão as dúvidas, as incertezas, as certezas transitórias; enfim, aqui estão todas as vacilações (e exaltações) que todos nós sentimos, mas que exigem um poeta de porte para nos dizer. Dialogando com seus mestres confessos, nosso autor estabelece um clima de intensa troca literária, a demonstrar que a maturidade é isso: é saber que fazemos parte de uma cadeia que já existe há milênios, e que a poesia pertence ao patrimônio geral da espécie. Em "Os Olhos de Borges" a homenagem ao bruxo de Buenos Aires era explícita desde o título; agora, em" Livro dos Amores"o leque de poetas se amplia, e o leitor inteligente saberá descobri-los. Isso nos diz, de outra parte, o quanto Jaime Vaz Brasil obteve o necessário tino para, trocando palavras com seus antecessores, manter-se ele próprio. O que mais poderíamos querer? Recomendo, pois, a leitura. E, se possível, recomendo decorar alguns dos poemas, para lembrar-se de que a poesia quando bem realizada como esta ainda é a forma mais sensível de expressão dos afetos. Luiz Antonio de Assis Brasil
Jaime
Vaz Brasil é fenômeno poético no meio de tanta banalidade
apresentada como poesia. Ivan Pedro de Martins Uno podía suponer que sobre el amor, tema fundamental de la poesía desde síempre, ya no cabía esperar un canto original. Pero aquí está este libro de Jaime. com la sencillez de las grandes milongas, pero com esa plenitud que sólo otorga un instinto poético en verdad profundo, medular, Jaime Vaz Brasil conjuga los ingredientes de su homenage al amor: la ternura, el dolor, el goce , la contradicción, la perplexidad, y se desplaza con todos ellos por la obra con una libertad de perspectivas que vá desde el estremecimento existencial a lo lúdico. Creo que en “Memorias del Subsuelo”el tributo alcanza su intensidad más comovedora, talvez por haber sido labrado allí desde la pura pérdida. Letras que ya conocíamos hermanadas com la música de Ricardo Freire y Pery Sousa cierra una colección memorable. “Livro dos Amores” me parece un lujo para cualquier biblioteca, un lujo de excelente poesía.
José
Gabriel Ceballos
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