Jaime Vaz Brasil ( sobre livros editados )

 

 

         

 

 

   

CADERNO DOS ESPELHOS

     Aqui temos um escritor que trabalha o duro ofício da palavra com a sabedoria do verdadeiro e grande poeta. Em Caderno dos Espelhos temos um poeta lúcido, forte e singular, dono de uma linguagem própria que inscreve de maneira luminosa Jaime Vaz Brasil no concerto da nova poesia brasileira.
   Vaz Brasil, aos trinta anos, é um autor adulto, que ficará para sempre em nossa literatura.

                                                                           Luiz de Miranda

 


 

PUNHAIS DO MINUANO

    A palavra em seu exato lugar, a metáfora com energia e função,a seta ao alvo atravessando o vento. E, de repente, na carne do poema, o sangue do telúrico que pôs aldeias de Tolstoi no universo poético de Lorca.
    Jaime esgrima a palavra como um Cyrano de Bergerac. O golpe atrevido e certo após o torneio elegante da espada viva. Sai da redondilha maior para o verso livre sem perder a mão da rédea; espraia-se. por opção de discurso, em alguns textos mais densos, sem prejuízo do fundamental poético; abre as porteiras de boa boa madeira da querência e viaja pela Latino-América, quando universaliza seu canto e sua voz se timbra pela ressonância dos búzios de outros mares.
    Na síntese: um homem (um jovem) de seu tempo, um intérprete que tem os olhos limpos para o sentimento do mundo. Um gavião com terra da querência no íntimo das garras. Que, nem por isso, renuncia às alturas de vôo do condor da cordilheira, da águia americana.

                                                                                 Apparício Silva Rillo 

 

 

 

OS OLHOS DE BORGES

“Um livro absolutamente fantástico.  O próprio Borges se orgulha.”   
                                                                    
Moacir Scliar

“Um dos livros mais deliciosos que o Rio Grande do Sul publicou nas últimas décadas.”    
                                                                    Armindo Trevisan

“Jaime Vaz Brasil é uma das melhores notícias da literatura gaúcha.”  
                                                                  
José Fogaça

“Um dos melhores livros em verso da história lirária do Rio Grande do Sul.”  
                                                                  
Eduardo Jablonski

 

 





LIVRO DOS AMORES

    Jaime Vaz Brasil é desses poetas que tem o dom de remeter-nos a um espaço e a um tempo de mistérios e luzes. Desvelando o que era oculto, iluminando as sombras do inconsciente, ele desempenha a função mágica da poesia. Neste livro, em particular, vemos o quanto o sentimento amoroso pode ultrapassar a metáfora e insinuar-se como algo palpável (e desejável). Trabalhando com tantas ambigüidades que o jogo erótico pode proporcionar, Jaime obtém aquela necessária adesão do leitor, que se sente atraído pelo fluxo e refluxo dos contatos humanos: aqui estão as dúvidas, as incertezas, as certezas transitórias; enfim, aqui estão todas as vacilações (e exaltações) que todos nós sentimos, mas que exigem um poeta de porte para nos dizer. Dialogando com seus mestres confessos, nosso autor estabelece um clima de intensa troca literária, a demonstrar que a maturidade é isso: é saber que fazemos parte de uma cadeia que já existe há milênios, e que a poesia pertence ao patrimônio geral da espécie. Em "Os Olhos de Borges" a homenagem ao bruxo de Buenos Aires era explícita desde o título; agora, em" Livro dos Amores"o leque de poetas se amplia, e o leitor inteligente saberá descobri-los. Isso nos diz, de outra parte, o quanto Jaime Vaz Brasil obteve o necessário tino para, trocando palavras com seus antecessores, manter-se ele próprio. O que mais poderíamos querer? Recomendo, pois, a leitura. E, se possível, recomendo decorar alguns dos poemas, para lembrar-se de que a poesia quando bem realizada como esta ainda é a forma mais sensível de expressão dos afetos.

                                                                                 Luiz Antonio de Assis Brasil

     Jaime Vaz Brasil é fenômeno poético no meio de tanta banalidade apresentada como poesia.
    Palavra é som, música, mágica, por si, mas torna-se universal quando é a componente de expressão criadora a ser comunicada aos semelhantes. Aliás criação é algo misterioso, sabe-se lá qual o acúmulo consciente e inconsciente da experiência vivida e de segredos ancestrais ocultos no universo do cérebro que levam alguém como ele a usar a palavra para transmitir o que ás vezes nem se sabe bem o que é. Mas é de beleza que trata.
    Tudo isso me ocorre devido a emoção causada pela leitura de ‘Livro dos Amores’. Elas se abriram para o autor e,  agora, é segredo coletivo. Ainda bem. Jaime é poeta - ponto final. E isso não se pode dizer sem que a realidade o confirme - e neste caso ela o faz. Não sei se o que digo é o que ele merece, mas, creiam, é um preito honesto de quem ama a poesia quando a encontra. E encontrei em Jaime Vaz Brasil.

                                                                              Ivan Pedro de Martins

    Uno podía suponer que sobre el amor, tema fundamental de la poesía desde síempre, ya no cabía esperar un canto original. Pero aquí está este libro de Jaime. com la sencillez de las grandes milongas, pero com esa plenitud que sólo otorga un instinto poético en verdad profundo, medular, Jaime Vaz Brasil conjuga los ingredientes de su homenage al amor: la ternura, el dolor, el goce , la contradicción, la perplexidad, y se desplaza con todos ellos por la obra con una libertad de perspectivas que vá desde el estremecimento existencial a lo lúdico. Creo que en “Memorias del Subsuelo”el tributo alcanza su intensidad más comovedora, talvez por haber sido labrado allí desde la pura pérdida. Letras que ya conocíamos hermanadas com la música de Ricardo Freire y Pery Sousa cierra una colección memorable. “Livro dos Amores” me parece un lujo para cualquier biblioteca, un lujo de excelente poesía. 

                                                                                José Gabriel Ceballos