Por uma retomada do cinema no Brasil ?
- Estudo de um caso particular : o retorno do cangaço no nordeste
Sylvie Debs
                                                                                                                                     
tradução : Ana Maria Skinner   

 

A crise do cinema brasileiro

      No limiar de um novo século de história do cinema, é interessante determo-nos em um caso particular : a retomada do cinema no Brasil, país que até bem recentemente ocupava um lugar entre os maiores produtores mundiais de cinema. Algumas de suas produções, principalmente as do Cinema Novo nos anos 60, receberam não somente prêmios internacionais em numerosos festivais, mas também contribuíram para a evolução da linguagem cinematográfica graças à encenação de uma nova estética. Esse país viu bruscamente, e de maneira oficial, no mês de março de 1990, com a chegada do presidente Fernando Collor de Mello, sua produção literalmente suspensa. Efetivamente, quando de sua ascensão ao poder, ele tomou diversas medidas que paralisaram definitivamente as estruturas de produção e distribuição do cinema brasileiro : “o Presidente toma posse e fecha a Embrafilme, fecha o Concine (Conselho Nacional do Cinema), fecha a Fundação do Cinema Brasileiro, revoga a Lei Sarney, congela os depósitos bancários por 18 meses. A produção e a distribuição de filmes ficam paralisadas” 2, escreve José Carlos Avellar3. Menos peremptório em sua análise, Randal Johnson pensa que “o cinema brasileiro está, em muitos aspectos, de volta à estaca zero. Um retrocesso que encontra eco, mas não foi provocado, pela extinção da Embrafilme, do Concine e da Fundação do Cinema Brasileiro, por Fernando Collor de Mello, num de seus primeiros atos como presidente eleito democraticamente no Brasil desde 1960.      Dada a crescente profundidade da crise que tem enfrentado o cinema brasileiro desde a década passada, o gesto de Collor foi em seus efeitos mais simbólico do que real, já que a Embrafilme há bastante tempo havia deixado de ser um órgão eficiente do desenvolvimento da indústria cinematográfica”4 . Na verdade, o número de salas havia caído de 3276 em 1975 para menos de 1100 em 1988, enquanto que o número de espectadores havia passado de 60 milhões em 1978 para menos de 24 milhões em 19885. Essa crise do cinema brasileiro foi o resultado de um certo número de fenômenos convergentes, como a crise econômica nacional depois do período do “milagre econômico”, as conseqüências de uma taxa de inflação continuamente crescente que conduziu à “dolarização” da produção cinematográfica, e que fez da freqüência das salas um lazer de luxo para a maior parte da população, ou ainda a concorrência da televisão que, contrariamente à Europa ou ao Estados Unidos, não suscitou co-produções, nem reservou um espaço de difusão para os filmes nacionais. Nesse contexto geral, o governo Collor “tomou posse clamando com todas as forças que o neoliberalismo econômico era o caminho da redenção do país. O falecido áulico paraibano Ipojuca Pontes foi o seu profeta na área cinematográfica : “Não é papel do Estado produzir filmes, nem nada”6.

Ano do centenário, ano do renascimento?

     Ora, desde 1994 e com a última mudança de presidente, a indústria cinematográfica brasileira parece arrancar novamente. No que diz respeito à distribuição de filmes e à freqüência das salas, a operação do plano real (1o de julho de 1994) teve por conseqüência pôr fim à inflação e permitir a liberação dos “capitais dos exploradores da sala, até então imobilizados nos bancos, para a extensão e a reforma do parque de cinemas”7 : no espaço de um ano, o Rio de Janeiro, por exemplo, viu abrirem-se 21 novas salas. O número de espectadores caracterizou-se por um aumento acentuado. Paralelamente a isso, do ponto de vista da produção, as novas disposições governamentais tomadas para encorajar a retomada da criação cinematográfica começam a frutificar. É desse modo que, graças à nova lei do audiovisual, que permite às pessoas físicas e jurídicas comprar ações dos filmes no mercado de capitais, graças às vantagens fiscais ligadas à lei de redução dos ganhos, e principalmente graças à instauração, pelo Departamento Audiovisual do Ministério da Cultura, de uma ajuda à produção com os fundos provenientes da Embrafilme, o Brasil assiste a uma retomada de seu cinema nacional. Assim, dos 29 projetos que foram selecionados pela Comissão do Cinema durante o segundo semestre de 1994, no âmbito do prêmio “Resgate do Cinema”, quatorze estão em pré-produção, nove em produção e seis em fase de montagem9. É nessa moldura geral, e fora do tradicional eixo Rio - São Paulo, que se desenvolveu uma nova linha de força criadora do cinema no Nordeste.

Originalidade do Nordeste

     De fato, o Nordeste sempre ocupou um lugar especial no universo cultural brasileiro. O historiador Gilberto Freire já havia chamado a atenção para essa originalidade : “A verdade é que não há região no Brasil que exceda o Nordeste em riqueza de tradições ilustres e nitidez de caráter. Vários de seus valores regionais tornaram-se nacionais depois de impostos ao outros brasileiros, menos pela superioridade econômica que o açúcar deu ao Nordeste durante mais de um século, que pela sedução moral e pela fascinação estética dos nossos valores”10.      Foi assim que o cangaço, realidade histórica e geopolítica nordestina, entrou como temática dominante no cinema a partir dos anos 50 - 60, com os filmes de Paulo Gil Soares, Nelson Pereira dos Santos, Walter Lima Júnior, Ruy Guerra, Glauber Rocha, Lima Barreto, para não lembrar senão os mais importantes. Tradicionalmente, o filme de cangaço está classificado em três categorias : “1) os filmes comerciais de Carlos Coimbra e Aurélio Teixeira ; 2) o “novo cangaço” das fitas de Glauber Rocha ; 3) o “cangaço da Boca-do-lixo” (as películas de Oswaldo de Oliveira)”11. De modo geral, o cangaço foi considerado como a “versão tropical do western americano”12, e até Glauber Rocha havia reconhecido a influência acentuada dos western sobre suas próprias produções13. Com a retomada da produção cinematográfica ao nível nacional, os anos 1994 - 1995 foram caracterizados pelo recrudescimento das realizações no Nordeste, a partir de projetos encenando temas tradicionais nordestinos como o cangaço ou a seca. É absolutamente notável observar a presença, em grande número, de roteiros escritos a partir da história do cangaço : “Nos últimos concursos do governo de verbas para o cinema, dezenas de filmes sobre o cangaço foram inscritos - com títulos como O cangaceiro e o samurai, e O Carcará-, que comprova a revalorização deste subgênero exclusivamente brasileiro”14.

Intensificação do interesse pelo cangaço

      No momento atual, três filmes tratando dessa temática estão em fase de produção, os dois primeiros tendo sido selecionados pelo Ministério da Cultura no âmbito do prêmio “Resgate do Cinema Brasileiro”15, beneficiando-se de uma ajuda financeira. Trata-se de um remake do filme de Lima Barreto O Cangaceiro de Carlos Coimbra, considerado como um especialista do gênero16; de Corisco e Dadá do cearense Rosemberg Cariry; de Baile perfumado dos pernambucanos Lírio Ferreira e Paulo Caldas17.
      Embora o produtor Aníbal Massani pense que o cangaço não renascerá como gênero cinematográfico, é forçoso constatar que “o cangaço já desenha sua volta a ferro, fogo e força criativa, típica dos repentistas nordestinos”18. Diante do sucesso do filme de Lima Barreto, O Cangaceiro (1953), filme brasileiro que detém o recorde de bilheteria internacional (distribuído em 82 países), Aníbal Massani pensava, desde 1990, em um remake. Baseado na esperança de um sucesso comercial renovado, esse projeto vai poder se concretizar graças a um  orçamento positivo de 2 M de dólares de um lado, e graças ao trabalho do diretor Carlos Coimbra19. A nova versão do Cangaceiro, fiel à trama narrativa de Lima Barreto, oferecerá entretanto “um estudo mais profundo dos problemas sociais e políticos do Nordeste de então, com situações inseridas na estória de maneira muito funcional, plenas de ação e emoção, mostrando que os cangaceiros eram bandidos, mas produtos de uma sociedade injusta e corrupta, incentivados por latifundiários e políticos desejosos de dominar os sertões”20. Um outro aspecto interessante dessa nova versão será o tratamento dado aos personagens femininos : “A entrada das mulheres no mundo violento do banditismo foi uma verdadeira revolução feminista. Elas emanciparam-se, romperam as barreiras do autoritarismo machista e impuseram respeito”21. Assim, uma das preocupações anunciadas do diretor seria de firmar ainda mais a história do herói Galdino numa perspectiva histórica, na linha de análise de E.J. Hobsbawn, que tinha classificado o cangaceiro na categoria de bandido social, espécie de fora-da-lei vingador e justiceiro22. Uma intenção claramente declarada de ir além da visão folclórica e primária do filme inicial.
      No que lhe diz respeito, o diretor Rosemberg Cariry propõe com Corisco e Dadá, casal de cangaceiros célebres, amigos de Lampião e Maria Bonita, um olhar também diferente sobre o cangaço. O que guiou o cineasta na escrita de seu roteiro foi, primeiramente, o testemunho direto recolhido em 1989 junto a Sergia da Silva Chagas, a viúva de Cristino Gomes da Silva Cleto, mais conhecidos sob os nomes de Dadá e Corisco. “Fiquei impressionado com a força e determinação dela, espécie de encarnação da bravura e da doçura nordestina. Uso a visão e a experiência de Dadá para mostrar a morte do cangaço”23. O que explica o parti-pris deliberado da presença das mulheres no filme, mostrando as mudanças de modo de vida que elas suscitaram no cangaço, assim como a consideração de uma nova dimensão, a paixão amorosa suscitada num meio até então representado como viril, violento e misógino. “A idéia desse filme é registrar, através do simbolismo, a força, a determinação e até mesmo o heroísmo da mulher sertaneja. Trata-se de uma história de amor e ódio que começa com o rapto de uma menina aos doze anos no cenário do Nordeste latifundiário, autoritário e cruel das décadas de 20 e 30. Dou ao filme um tratamento em moldes de tragédia grega, onde Corisco tenta firmar o seu amor lutando como se ele fosse um instrumento da justiça divina, mas é condenado”24. Essa valorização das mulheres no cangaço como parceiras verdadeiras, tomando parte ativa nas decisões (ver-se-á no filme tanto a influência de Maria Bonita como a de Dadá), é um dado que acaba de ser analisado e comentado pelo sociólogo Daniel Soares Lins : “A entrada de Maria abre o caminho para outras mulheres e traz aos cangaceiros o corpo do desejo que faltava a essa sociedade de homens. Sertaneja, ela conhece a condição das camponesas prisioneiras do sofrimento e da solidão, escravas de senhores perversos, diante de pais impotentes. Abrindo o cangaço às mulheres, ela abre também as portas da prisão vivida como uma fatalidade, numa monotonia existencial em que a miséria provoca a morte lenta de um corpo-invólucro e de uma alma, simulacro da vida que não pode mais”25. Aliás, o filme evoca igualmente, homenagem discreta aos cem anos de cinema, o encontro do grupo com o fotógrafo sírio-libanês Benjamin Abraão, que é o herói principal do filme Baile perfumado, rodado em Recife.
       Os diretores Paulo Caldas e Lírio Ferreira, por sua vez, decidiram abordar o tema do cangaço sob um aspecto original : eles retraçam a história de Benjamin Abraão, que teria podido, graças a uma carta de recomendação do Padre Cícero do Juazeiro, não somente aproximar-se do célebre bando de Lampião, mas também fotografá-lo. Em 1936, depois de ter estabelecido os elos de confiança com os cangaceiros e seu chefe, Benjamin Abraão consegue até filmá-los, em 35mm, na sua vida cotidiana. Constituiu assim os únicos arquivos documentários que existem sobre a vida dos cangaceiros nos anos trinta. A única cópia do filme foi censurada pelo governo de Getúlio Vargas, o filme desapareceu e a história foi esquecida. Quase sessenta anos mais tarde, os realizadores encontraram “o documentário original de Benjamin, filmado com uma câmara Ica-Issa alemã, intacto, no arquivo do empresário Thomas Farkas, dono da Fotóptica”27. É esse documentário que vai servir de trama para o roteiro de seu filme, uma espécie de odisséia de Benjamin Abraão no sertão28. Os dois realizadores desejam igualmente mostrar um aspecto, até então pouco conhecido da vida do cangaço, e, em especial, o que eles chamam de seu “aburguesamento” : Lampião era um coronel sem terra e, como coronel, era apaixonado pelos objetos de consumo dos coronéis da época. Lampião gostava de um bom whisky escocês, tomava banho de perfume francês, seu cachorro era de raça e outras coisas como o costume de ouvir jazz, ir ao cinema, ler os jornais da época, revistas. Esse aburguesamento do cangaço é um pano de fundo para o filme. É daí que vem o baile perfumado, que eram os bailes promovidos por Lampião, com forró, muita bebida, sanfona e perfume para todos os convidados”29. Uma vez mais, a preocupação dos realizadores é de reconstituir o mais fidedignamente possível o modo de vida dos últimos cangaceiros, cujo fim coincide com a chegada no sertão
- com o desenvolvimento das estradas - do “progresso”, do telégrafo e das metralhadoras, meios modernos que permitiram ao governo ser mais eficaz em seu combate contra o cangaço, considerado como um mal endêmico.

O Cangaceiro, mito ou herói?

       Está claro que cada um dos três projetos, tenta, ao seu modo, renovar a imagem do cangaceiro até então presente na memória do espectador. A primeira, a encarnada por Milton Ribeiro, herói do filme de Lima Barreto, obteve em 1953, em Cannes, o prêmio de melhor filme de aventuras. Apresentado pela Vera Cruz, que o produziu, como um “filme de aventura, de ação e violência”, ele é concebido como uma “soma de ficção aliada à realidade do Nordeste, uma espécie de grande mural da vida sertaneja dos famosos bandos de salteadores que, em tempos passados, assolaram certas regiões do Brasil”30. O filme foi rapidamente considerado como o protótipo do western brasileiro, pois Lima Barreto tinha efetivamente amalgamado os elementos mais disparatados: a influência do cinema mexicano e do western, os diálogos de Rachel de Queiróz, as canções de Zé do Norte e as partituras de Gabriel Migliori”31, e tinha assim propiciado à Vera Cruz assinar um dos maiores sucessos brasileiros e internacionais. Ele caracterizou também a origem de um gênero novo, o filme de cangaço.
      A segunda, imagem encarnada por Othon Bastos (Corisco de duas cabeças) e Maurício do Vale (Antônio das Mortes, matador de cangaceiros), personagens-chaves de Deus e o diabo na terra do sol (1963) de Glauber Rocha, que havia criticado violentamente a visão simplista de seu antecessor : “Lima Barreto criou um drama de aventuras convencional e psicologicamente primário, ilustradas pelas místicas figuras de chapéu de couro, estrelas de prata e crueldades crônicas. O cangaço, como fenômeno de rebeldia místico-anárquica surgido do sistema latifundiário nordestino, agravado pelas secas, não é situado”32. Para Glauber Rocha, o que está em jogo é totalmente diferente : “beatos e cangaceiros são o alfa e o ômega da gesta nordestina”33. É por essa razão que Corisco aparece com o beato Sebastião, como alternativas possíveis à busca de justiça de Manuel, os dois personagens encarnando o banditismo e o fanatismo, “os dois pólos da reação do homem sertanejo contra as condições sociais”34. Glauber Rocha desmistificará esses dois pólos ; a canção do epílogo não deixa dúvidas : “Tá contada a minha estória, Verdade, imaginação. Espero que o sinhô tenha tirado uma lição : Esse mundo anda errado, Que a terra é do homem, Não é de Deus nem do Diabo!”35. Qual será, portanto, a nova imagem proposta? Se nos reportarmos às declarações dos quatro diretores, veremos que eles compartilham a preocupação de uma maior fidelidade à história, ainda que seja somente com relação aos documentos em que se apóiam. Efetivamente, os cineastas se fazem intérpretes de uma releitura do cangaço proposta pelos sociólogos e historiadores : “A historiografia oficial sobre Lampião sempre mostrou o discurso dos ganhadores
- as volantes, que faziam o papel do Exército. Por isso, era ressaltado apenas o lado “selvagem” do cangaceiro”36. O remake do Cangaceiro será um filme de aventuras comercial que insistirá muito no aspecto heróico, sublinhando o lado positivo do defensor dos oprimidos, e se empenhará em ressaltar as condições de seu surgimento assim como de sua popularidade ambígua : “Mais relevante, ainda, é o fato de que toda a população sertaneja, renegando embora os jagunços pelo pavor que lhe infundiam, tinha neles padrões ideais de honorabilidade e de valor, cantados nos versos populares ; e via, nos seus feitos mais violentos, modelos de justiça realçados e louvados”37. Por sua vez, fiéis às imagens de Benjamin Abraão e aos trabalhos do historiador Frederico Pernambucano de Mello38, Lírio Ferreira e Paulo Caldas desejam dar um rosto mais humano a Lampião, mostrando-o no seu cotidiano : “Além de cometer poesias e músicas, Lampião desenhava, costurava e até bordava as roupas de seu bando em couro ou algodão, na máquina Singer que carregava para seus acampamentos”39. Além disso, eles declaram ter deslocado a temática para um outro assunto : “Há uma discussão sobre a manipulação de imagens e o poder de comunicação”40. Se o filme Lampião (1936) de Benjamin Abraão é a única fonte documental de que dispomos, a imagem que ele deixou é muito discutida : “filme de câmera tremida, de intenções descritivas, tem um valor - museu (...) tem caráter de mera reportagem, narração horrível, em tom demagógico e subliterário”41. Enfim, é um pôr em perspectiva literária e universal que Rosemberg Cariry propõe : “O cangaço é o nosso épico por excelência, um universo mitológico fundamental para a cultura brasileira. As raízes do cangaço estão na tradição romanesca do Ocidente”42.
       Contrariamente a Glauber Rocha, que havia bebido nas tradições culturais nordestinas, e reduziu seus heróis a uma dimensão simbólica, a fim de apoiar nesta seu discurso revolucionário dos anos sessenta, Rosemberg Cariry, originário e portador dessa cultura, ator e testemunha, restitui toda sua dimensão humana aos heróis populares do Nordeste e faz deles arquétipos universais : “Os japoneses têm os samurais, os americanos têm os cowboys e nós temos os cangaceiros, expressão legítima da rebeldia popular, que toca na questão da aventura, da utopia e do imaginário feminino”43. Herói justiceiro, herói manipulador ou herói trágico? Três olhares, três desafios, três filmes.

                                                                           Sylvie Debs

                        Universidade Robert Schuman - Estrasburgo - França - Janeiro de 1996

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. 1878 filmes produzidos entre 1908 e 1978, dos quais 983 no Rio de Janeiro e 609 em São Paulo, números citados por Paulo Antonio Paranaguá in Les Cinémas d’ Amérique latine, Editions Lherminier, Paris, 1981, p. 174.
2. José Carlos AVELLAR, in “O cego às avessas: o cinema brasileiro nos últimos dez anos”, publicado em Caravelle, Cahiers du Monde hispanique et luso-brésilien no 57, Presses Universitaires du Mirail, Toulouse, 1991, p. 113.
3. José Carlos AVELLAR é crítico de cinema e atual secretário para a América latina da Fipresci, associação internacional de críticos de cinema. Ele acaba de lançar um estudo crítico sobre um filme de Glauber Rocha, intitulado Deus e o diabo na terra do sol, Editora Rocco Ltda. Rio de Janeiro, 1995, 118p.
4. Randal Johnson, professor na Universidade da Flórida, in “Ascensão e queda do cinema brasileiro”, 1960 - 1990, in Revista USP, Dossiê Cinema Brasileiro, p. 32, São Paulo, 1995.
5. Fonte : Concine, Relatório de atividades segundo semestre de 1988, 1989, p. 13.
6. José Inácio de MELO SOUZA, pesquisador da Cinemateca de São Paulo, in “A morte e as mortes do cinema brasileiro e outras histórias de arrepiar”, in Revista USP, Dossiê Cinema Brasileiro, p. 52, São Paulo, 1995.
7. Paulo Sergio ALMEIDA, Diretor-presidente da Riofilme, in Cinémas d’Amérique latine, no 3, ARCALT, Presses Universitaires du Mirail, Toulouse, 1995, p. 71.
8. Informações dadas por Paulo Sergio ALMEIDA, revista citada, p. 72.
9. Estatísticas publicadas no jornal Folha de São Paulo, 15.03.95.
10. Gilberto FREIRE, citado em WILLS LEAL, O Nordeste no cinema, João Pessoa, 1982, p. 11.
11. Alberto SILVA, “O filme de cangaço”, in Filme e cultura, no 7. nov. dez. 1970, 44.
12. Eros Ramos de ALMEIDA, in “A paixão e a história na ponta da faca”, in O Globo, 30.03.95.
13. Glauber ROCHA, Entrevista, in Cahiers du cinéma no 195, nov. 1967, p. 35-37.
14. Paulo MOTA, Fábio GUIBU, in “Filmes reconstituem paixão e moda agreste, Cangaceiro, Corisco e Dadá e Baile perfumado apostam na fidelidade histórica para resgatar o filme de cangaço”, in Folha de São Paulo, 13.06.95, p. 5-4.
15. Ver artigos no Diário do Nordeste e O Povo, Fortaleza, 30.03.94.
16. Carlos COIMBRA já realizou efetivamente vários filmes sobre o cangaço : A morte comanda o cangaço (1960), Lampião, rei do cangaço (1962), Cangaceiros de Lampião (1967), Corisco, o diabo loiro (1969).
17. Eduardo CLEBER, in “Peixeira volta à cena. Cineastas investem em filmes de cangaço, que consideram o faroeste brasileiro”, in Diário Popular Revista, São Paulo, 03.04.95.

18. Eros Ramos de ALMEIDA, artigo citado.

19. Paulo MOTA, Fábio GUIBU, artigo citado.
20. Dossiê de imprensa do projeto.
21. Dossiê de imprensa do projeto.
22. E.J. HOBSBAWN, Les bandits, Paris : Maspéro, 1972.
23. Ver o artigo “Cangaceiro luta contra destino”, in Diário popular, 03.04.95.
24. Rosemberg CARIRY, in A tela demoníaca, no 1. março 1995, João Pessoa, p.3.
25. Daniel SOARES LINS, La passion selon Lampião, le roi des cangaceiros, Editions du Seuil, Points Virgule, Paris, 1995, p. 123.
26. Luís da CAMARA CASCUDO, Dicionário do folclore brasileiro, EDIOURO S.A, Rio de Janeiro, 1954, artigo “Padre Cícero”, p. 657, 3a edição, 1972 : Cícero Romão Batista (1844-1934). Sacerdote em 1870, fixou-se no arraial de Juazeiro em 1872. Foi o único brasileiro a tornar-se centro de interesse sobrenatural, motivando romarias com finalidades morais e não terapêuticas, que a morte não desvaneceu.
27. Ver o artigo “Baile perfumado vai resgatar imagens do cangaço”, in O Povo, 19.04.95.
28. Eliezer RODRIGUES, “O cangaço novamente no cinema”, in Diário do Nordeste, 8.04.95.
29. Jô VIDAL, “Baile perfumado, um filme nordestino”, in A Tela Demoníaca, revista citada, p.9.
30. Vera Cruz, Noticiário Vera Cruz, Boletim no 41, São Paulo, novembro de 1952, publicado em O cangaceiro, Fortaleza, Edições Universidade Federal do Ceará, 1984, p. 29.
31. Maria Rita GALUÃO e Carlos Roberto de SOUZA, in Le cinéma brésilien, Paris : Editions du Centre Pompidou, 1987, p. 82.
32. Glauber ROCHA, Revisão crítica do cinema brasileiro, Rio de Janeiro : Editora Civilização Brasileira, 1963, p. 69.
33. René GARDIES, Glauber Rocha, Paris : Editions Seghers, 1974, p. 23.
34. Djacir MENEZES, O Outro Nordeste, Fortaleza : Ed. UFC, Casa de José de Alencar, 1995, p. 19.
35. Glauber ROCHA, Deus e o diabo na terra do sol, Rio de Janeiro : Editora Civilização Brasileira, 1965, p. 114.
36. Ricardo CALIL, “Lampião volta como dândi do cangaço”, in Folha de São Paulo, 13.06.95.
37. Darcy RIBEIRO, O povo brasileiro, a formação e o sentido do Brasil, São Paulo : Companhia das Letras, 1955, p. 354.
38. Frederico PERNAMBUCANO DE MELLO. “Quem foi Lampião?”, Recife, Zurique: Editora Stähli, 1993, 153 p.

39. Ricardo CALIL, artigo citado.

40. Nayse LOPEZ, “O fotógrafo de Lampião”, in Jornal do Brasil, 7.01.96.
41. Wills LEAL. O Nordeste no cinema, João Pessoa : Editora Universitária, FUNAPE, 1982, p. 115-116.

42. Nayse LOPEZ, “Faroeste caboclo”, in Jornal do Brasil, 14.01.96.

43. Eduardo CLEBER, artigo citado.