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HYGINO SCHUELER
VIEIRA
Estado do Rio de Janeiro, 1952
Natural de Barra do
Sana, fazenda situada na serra que liga Macaé a
Friburgo, veio ainda criança para o Rio de Janeiro.
Teve no pintor Júlio de Oliveira, professor da
Escola Nacional Belas Artes, seu primeiro orientador
nas artes plásticas.
Com vocação natural de
pintor, optou por desenvolver sua formação a partir
de experiências próprias, ao longo de mais de três
décadas; mais precisamente, a partir dos 14 anos de
idade, quando passou a freqüentar ateliers de
artistas e colecionar quadros de artistas
contemporâneos radicados no Rio de Janeiro.
Em 1978, passou 10 meses entre Paris, Florença e
Londres, onde participou de palestras em museus e
conviveu com artistas de nacionalidades e estilos
diversos.
A partir do início da década de 80, passou a
dedicar-se com afinco ao desenvolvimento da pintura
buscando incessantemente um estilo próprio. O
resultado é uma pintura que se destaca pela força
da expressão, com traço singular, sem se repetir na
profundidade das cores. Criatividade com estilo é
marca do pintor Hygino Vieira, que alcança
reconhecimento além das fronteiras do Brasil.
Hygino Vieira é um artista que não compactua com a
pintura fácil, decorativa. Tem, como Picasso, os
mesmos impulsos de procura insaciável, que o colocam
como pintor original e liberto de correntes
conservadoras, previstas.
Léo Christiano Soares Alsina, editor de Portinari,
Israel Pedrosa, Malagoli, Martinho de Haro, Inimá de
Paula etc., dizem da pintura de Hygino Vieira:
Quem vê um quadro de Hygino Vieira, não fica apenas
na contemplação. Reage. Sua maneira nervosa de
passar para a tela a conjunção feminina, observada
de perto e à distância, ou mesmo a visão de
personagens vigilantes, farejantes e narigudos, se
traduz em pintura que resulta de gestos rápidos. A
obra já está resolvida na cabeça, amadurecida ao
longo de paciente observação. Sua projeção na
tela se processa da forma mais instantânea
possível, sem espaço para retoques; na ânsia de
conter o infinito numa expressão.
Ele traz dentro de si o Grito de
Munch,
visto (e ouvido) em todo o planeta. Suas telas partem
pelo mesmo caminho, na busca do mesmo alvo. Somos
todos convidados a viajar de primeira classe
na sua arte
Num trecho de conversa entre Picasso e seu biógrafo
Zervos, o gênio da arte do século se sai com essa: A
pintura não é feita para decorar apartamentos. É
um instrumento de guerra ofensiva e
defensiva contra o inimigo . Por aí é que o
pintor Hygino Vieira encontrou sua identidade. O
artista e o guerreiro tem a mesma face.
Arthur Dapieve, colunista de O Globo:
Gosto dos quadros de Hygino Vieira; gosto da
visceralidade deles, da força, do calor das cores.
Para
ver um pouco mais da obra de Hygino Vieira, clique aqui:
www.highway.com.br/galeria/hygino

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