1913

Nasce no Rio de Janeiro, a 19 de outubro, na Gávea.

1916

Muda-se para o bairro de Botafogo.  

1917

Entra para a escola primária Afrânio Peixoto, em companhia de Lígia, sua irmã mais velha.

1922

 A família se transfere para a Ilha do Governador, onde Vinicius passa as férias.

1924

Entra para o Colégio Santo Inácio.  

1927

Começa a compor com os irmãos Paulo e  Haroldo Tapajós.  

1928

Escreve as letras de Loura ou Morena e Canção da Noite, seus primeiros sucessos.

1930 

Entra para a Faculdade de Direito.

1933

Conclui o bacharelato e o CPOR. Publica o primeiro livro, O Caminho para a Distância.  

1935

Publica Forma e Exegese. Ganha o prêmio Felipe d'Oliveira, em disputa com Jorge Amado.

1936

Publica Ariana, a Mulher. Conhece Bandeira e Drummond. Torna-se censor cinematográfico .

1938

 Publica Novos Poemas. Ganha a bolsa do British Council. Parte para Oxford.

1939

Casa-se com Beatriz Azevedo de Mello, Tati. Retorna ao Brasil.

1940 

Nasce sua primeira filha, Suzana. Conhece Mário de Andrade.

1942

Nasce seu filho Pedro. Faz jornalismo. Viagem com Waldo Frank. Conhece João Cabral de Melo Neto.

1943

Publica Cinco Elegias. Entra para o serviço diplomático.

1945

Desastre de avião no Uruguai. Passa a cultivar verdadeiro horror aos aeroplanos.

1946

Designado para vice-cônsul em Los Angeles. Publica Poemas, Sonetos e Baladas.

1947

Estuda cinema com Orson Welles. Lança, com Alex Viany, a revista Film.

1948

João Cabral faz uma pequena edição do seu poema Pátria Minha.

1950

Morre seu pai. Volta ao Brasil. 

1951

Casa-se com Lila Bôscoli.

1952

Temporada nas cidades históricas de Minas. Vai, a trabalho (?), ao Festival de Cannes.

1953

Nasce Georgiana, sua segunda filha. Edição francesa das Cinco Elegias. Destacado para Paris.

1954

Publica a Antologia Poética. Orfeu da Conceição ganha o prêmio de dramaturgia do IV Centenário de São Paulo.

1955

Em Paris, compõe canções de câmara com Cláudio Santoro. Escreve o roteiro de Orfeu Negro (mais tarde renegado).

1956

Volta ao Brasil. Nasce Luciana, sua terceira filha. Orfeu da Conceição é  encenado no teatro Municipal, com cenário de Oscar Niemeyer e música de Tom Jobim. Volta a Paris.

1957

Transferido para a UNESCO e, no fim do ano, para Montevidéu. Publica o Livro de Sonetos.

1958

Acidente de automóvel.Casa-se com Maria Lúcia Proença. Sai o disco Canção do Amor Demais, em que Elizeth Cardoso interpreta Tom & Vinicius.

1959

O filme Orfeu Negro ganha a Palma de Ouro de Cannes e o Oscar de melhor filme estrangeiro. Publica Novos Poemas (II).

1960

As Editions  Seghers publicam Recette de Femme e Autres Poèmes.

1961

Começa a compor com Carlos Lyra e Pixinguinha.

1962

Começa a compor com Baden Powell e Ary Barroso. Show no Au bon Gourmet, com João Gilberto. Compõe Pobre Menina Rica, música de Carlos Lyra, estreada no Au bon Gourmet, com Nara Leão. Publica Para Viver um Grande Amor. Grava cantando com Odete Lara.

1963

Começa a compor com Edu Lobo. Casa-se com Nelita Abreu Rocha. Volta para Paris.

1964

Volta ao Brasil. Começa a compor com Francis Hime. Show com Dorival Caynni, Oscar Castro Neves e Quarteto em Cy, no Zum-Zum.

1965

Publica a peça Cordélia e o Peregrino. Ganha primeiro e segundo lugares no I Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record, em parceria com Edu e Baden. Escreve o roteiro de Garota de Ipanema, dirigido por Leon Hirszman.

1966

Publica Para uma Menina com uma Flor. O Samba da Bênção, parceria com Baden, é incluído na trilha de Um Homem, Uma Mulher, Palma de Ouro em Cannes. Vinicius, suspeitamente, participa do júri.

1968

Morre sua mãe. Publica Obra poética,  pela Editora Aguilar. Giuseppe Ungaretti traduz alguns de seus poemas para o italiano.

1969

Casa-se com Cristina Gurjão.
Exonerado do Itamaraty, numa onde de expurgos motivada pelo combate à corrupção, ao homossexualismo e à subversão. O herói se encaixaria, meio obliquamente, na última categoria.

1970

Nasce Maria, sua quarta filha. Casa-se com a baiana Gesse. Começa a compor com Toquinho.

1971

Muda-se para a Bahia. Passa longa temporada na Itália.

1973

Publica A Pablo Neruda. A Elegia que vem de Longe.

1974

Faz, com Toquinho uma grande tournée universitária. Escreve, por encomenda de Jean Gabriel Albicoco, o roteiro do file Polichinelo, jamais realizado.

1975

Casa-se com a argentina Martita. Faz concertos na Europa.

1976

Escreve as letras do musical Deus lhe Pague, em parceria com Edu Lobo.

1977

Show no Canecão com Tom, Toquinho e Miúcha.

1978

Faz, com Toquinho, nova tournée na Europa. Em Paris conhece Gilda Queirós Mattoso, a estrela derradeira, com quem se casa.

1979

A convite de Luís Inácio Lula da Silva, o popular Lula, e de Tito Costa, faz uma leitura de poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

1980

Trabalha em seu dois livros ainda inéditos, O Dever e o Haver e Roteiro Lírico e Sentimental da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro Onde Nasceu,Vive em Trânsito e Morre de Amor o Poeta Vinicius de Moraes. Morre de edema pulmonar, na madrugada de 9 de julho, em sua casa da Gávea.

1981

A Editora Valecchi , de  Florença, publica Vinicius de Moraes, Poesie e Canzoni, com introdução de Luciana Stegagno Picchio.

1983

Em meados de dezembro, uma seleção da MPB, convocada para defender as cores pátrias num embate com um combinado de artistas franceses ( placar do match: 1x1), entrou em campo com Chico Buarque, Paulinho da Viola, Francis Hime, Edu Lobo, Raimundo Fagner, Pepeu Gomes, João Nogueira, João Bosco, Vinicius Cantuária, Carlinhos Vergueiro e Miltinho do MPB-4. À noite, o scratch encerrou seu concerto no Espace Balard homenageando Vinicius de Moraes, cantando em coro A Felicidade.

1990

O Centro Cultural Banco do Brasil homenageia Vinicius: celebrando dez anos de sua morte, inaugura-se a mostra Meu Tempo é Quando, com inúmeras exposições, shows e eventos simultâneos em homenagem ao poeta.

1993

A Prefeitura do Rio institui, por decreto de 3 de fevereiro, O Ano de Vinicius de Moraes na Cidade do Rio de Janeiro, para festejar os oitenta anos do nascimento do poeta. Ainda no mesmo ano, é criado o Espaço Cultural Toca do Vinicius, instalado à rua Vinicius de Moraes, no coração de Ipanema, dedicado à preservação e divulgação de sua obra poética e musical.

                                          [ in: Vinicius de Moraes - por Geraldo Carneiro; p. 111/117]